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sábado, 21 de julho de 2018

Mi América del Sur

Buenos Aires podria ser la mas bella ciudad de Brasil
y Salvador una ciudad en la Triplice Frontera
Mi mapa sentimental de la America del Sur
Ciudades son territórios emocionales
El amor lo pongo en Rio de Janeiro
La coraje en Montevideo
La esperança del Pacifico viene de Lima
En Bogota, la belleza de las artes
que podrian llenar la arquitetura de Brasília
Recife caje bien en un fin de tarde
adelante del Atlântico la isla de Fernando de Noronha
Amanecer em Santiago é sencillo y lindo
almuerzo em Cartagena de las Casas
la cena en el bairro italiano de San Pablo
Mi continente de dolores y plazeres:
alli tengo todo que necesito
en el laboratório planetário de la humanidad

sábado, 7 de julho de 2018

Trem da Liberdade (para Dea)

A vida pede pouco
para o muito que ela entrega
Renasce o universo como palco
que você brilhe e conspire
Resista saber
que bicho vai dar o futuro
do outro lado da esquina
No trem da liberdade
cabe um dia de vinte e quatro horas

A vida pede um pouco de coragem
para semeá-la em sua ciranda
O rastilho de pólvora dos pequenos sonhos
incendeia uma festa de São João em Pernambuco
o Carnaval em Salvador
a festa de Santa Quirupita no Bexiga
São tantos os cantos cheios de luz
neste imenso continente sul-americano

A luz matinal de Cuzco
As planuras sem fim da Bolivia
O abraço caloroso do Rio da Prata
O imenso jardim da floresta Amazônica
Nós, os povos esquecidos do sul
depois descobertos e renomeados
somos mais que torcedores de futebol
Somos aqueles que lêm o universo
em pequenas e infinitas linhas

A vida pede pouco
Um solo de violão
um verso rimado ao final
Somos o sal uns dos outros
cinema itinerante somos imagem
corpo e sangue de uma era moderna

A vida pede um olhar
Uma pista para seguir
encontrar logo ali a prodiga
mãe de todos os sonhos
Os trens vão sair da estação liberdade
rumo ao horizonte azul
Leve sua luta pequena para passear
até ela ser digna da vontade
do universo de amar

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Decisão

enfim permitir
que o espirito do mundo
comande minhas certezas:
aqui me trouxe
daqui me levara


quinta-feira, 3 de maio de 2018

O grilo

Saltando em frente á iluminada loja
de produtos eletrônicos:
o grilo está ligado 

domingo, 29 de abril de 2018

A rosa e o barro

Escavar nos olhos
mãos e pés no barro
No calor das palavras
fazer soar ritmado
o barro que renasce
músicas ancestrais, parábolas e cânticos
na busca do tocante silêncio

Hai Kai para a Lua

Dóis pássaros em pleno vôo
viram-se para ver a lua cheia
Eu em plena bicicleta
também me viro para vê-la 

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Á Beira de um Ataque de Rimas

Agora é que são elas
As poesias não querem mais a fria tela de vidro
nem os downloads que viajam pelo ares
sem parar nem conhecer caminhos

Elas querem fazer passeata
roubar o chapéu do rei
regar desertos com versos
Não querem aterrissar no papel

Por mais branco e puro que seja
as poesias estão à beira de um ataque de rimas
Não querem diálogo com o silêncio
querem vasculhar os cantos esquecidos da cidade

para declamar o poema da fragilidade urbana
As poesias estão prontas para o combate
no lugar e na hora que a realidade
aceitar o desafio

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Homo sapiens poesis


Miríades de células, veias e sangue
compondo do caos um cosmos
corpo que percebe a poesia
mas começou outro dia
á articular os ossos e os músculos da face

para fazer vibrarem as cartilagens
para descrever nadezas e abstrações
coisas que não existem no mundo das pedras e dos escorpiões
para fazer o poema foram milhares e milhares de anos
para explicar-lo ainda vai demorar um tanto

outros milhares a mais
enquanto isso versos caem das árvores
atravessam galáxias e brilham estrelas

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Pilotis

Posso namorar no pilotis?
O vento pode e faz
Posso conversar no pilotis?
O vento passa e assovia
Posso ouvir música no pilotis?
O vento dança um pas-de-deux
Posso dormir no pilotis?
O vento descança nas curvas de Niemayer
Posso recriar o pilotis?
O vento é filho das tensões planetárias
Posso grafitar o pilotis?
O vento leste leva as verdades para o oeste
Posso resignificar o pilotis?
O vento transpassa os corpos e a arte

África-Utopia

África neon
Futurista e livre
Longe do escanteio da dúvida 

África anseia por tudo ser
Imensa mãe da vida
pulsa ainda chama de lamparina

Nunca vai apagar
Queima por dentro África
faz-se dança e ingênua

Para sobreviver ao arbítrio 
dos senhores que desconhecem
a beleza da mágia dos Orixás

O que te prende ao passado África
foi arrancado do frondoso baobá do tempo
É africanidade: presente!

Potiguar

A faixa de dunas e mar de norte a sul definem quase nada na cidade autônoma de Natal Tudo contém areia dissolvida no café ou na gasolina Ex...