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terça-feira, 24 de maio de 2016

Enxurrada

Dentro de mim
o olhar e o sopro
Gênese cosmogônica:
“do pó viestes”
Mas o pó segue em cascatas
miríades de cristais e formas 
Olhar-guilhotina atravessa
o plano da existência 
toma a consciência
quisesse fosse a diferença
Sigo aos borbotões da enxurrada 
de um destino coletivo
Busco olhares náufragos
tento agarrar-lhes de relance
lanço um anzol fora da lógica
Nas várzeas fertilizo restos
com belezas recolhidas na vazante 
da poesia 

Nascente

O homem vitruviano abre sulcos
fluem os sucos
rege as águas do corpo e do mundo
Sob a graça dos anjos
cada canto da terra
canta sua constituição
O mar pulula de diversidade
Em algum canto ermo e isolado
floresce um passado de profundezas...
Mamilos de pedra gotejam
o leite mineral da vida


O Império dos Reboques

O pinguim branco de capa preta cercado pelos primos marrons abre as asas e impôe regras  As mesmas de antes que a diplomacia dos pinguins ca...