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quinta-feira, 20 de março de 2025

Ao Nascer do Sol

Vivo como se fosse morrer
Vivo como se fosse hoje
o meu último dia
Como se fosse essa
a última oportunidade de viver
a divindade através de mim

Com a quilotina do tempo afiada
a lembrar-me o preço da vida
Vivo sem eira nem beira
na margem mesma do existir
como se fosse dar a luz
a algo novo 

nem que seja essa extranheza
entre sentir-se igual e diverso
no correr das horas 
Ao nascer do sol
levo a noite às costas
Reafirmo meu derradeiro destino

Vivo como se fosse morrer
Vivo como se fosse hoje
o meu último dia
Como se fosse essa
a última oportunidade de viver
a divindade através de mim

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