Voltar ao bairro da infância
voltar ao campo de areia
onde os craques da bola
encantavam o meu olhar
Abandonada a areia dá lugar
a uma miríade de seres
que polulam das profundezas
Meu olhar pinta
um gramado, um cerrado
È tão inóspito o futuro
dele vislumbramos o mais próximo
No espelho, está aprisionado
entre passado e o presente
Nada se parece tanto ao agora
que não possa ser ontem
Pinta-se um futuro de memórias
Da janela observo o campo
da infância em transformação
Um pouco de mim nasceu nesse areial
observando nos outros
o az da bola que queria ser
Nem uma coisa nem outra
Sou aquele que vê através
das janelas do entendimento
Sou o que não cabe no espelho
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