Les chats sont complexes
Dans la somme des parties
Quelque chose saute du Tout
Est-ce plus gros que le corps ?
Est-il plus petit que l'âme ?
Les chats sont complexes
Dans la somme des parties
Quelque chose saute du Tout
Est-ce plus gros que le corps ?
Est-il plus petit que l'âme ?
Quando cheguei já era tarde
os vendedores recolhiam as faixas
os gerentes faziam as contas
A maioria deles continua exposta
esperando o dia seguinte
Já disse: perdi a hora
cheguei atrasado ao lançamento
mas encontrei algo inexplicável:
o sonoro clamor abafado
dos livros sem leitores
Todo livro espera renascer aos olhos do leitor
para novos significados...
O fim da feira é de uma multidão de livros solitários
em frias estantes de madeira, ferro ou plástico
órfãos de leitores
esperando um novo dia
com esperança de papel
Uma fina camada de ar
desliza de Paris até Brasília
de Brasília até Nova York
Uma fina camada de ar nos separa do espaço sideral
Aqui, na crosta terrestre convivemos simultaneamente
Alguém caminha em Sidney
um bicicleta atravessa a rua em São Paulo
A Covid continua forte na Cidade do Cabo...
Se o mundo ficou menor que a coberta da atmosfera
o frio cósmico lá fora não mais nos agride
onde ficam os satélites...
Mas aqui embaixo a ameaça reside
onde circulam as palavras
a cobra morde o rabo
em círculos girantes o tempo
evapora e forma nuvens
será que chove?
contai carneirinhos
contai palavras nos versos
aguenta a maratona dos segundos
o prazer quebra todos os relógios
teu troféu e recompensa
não se conta nem tão pouco se desconta
aquece a memória das noites e fogueiras
amarra tudo em tua cintura faceira
Disbunda e diz que é de Londres
teve um amante que era mágico
amou demais quem não florescia
foi cultivar em outros cantos
Vilipendiada criatura: corpo. Não há existência sem ele, nem sonho, nem imaginação muito menos fuga ou avanço. É no corpo e suas histórias que encontramos penduradas as histórias da humanidade. Monetizados os corpos femininos e masculinos (desnudos ou quase) sofreram um baque econômico e existencial na pandemia do coronavirus: o ideal apolíneo vendável pode ser dissolvido por um simples e sinistro vírus, uma criatura acelular, feita de um material genético flutuante. Nessa desvalorização de ativos, celebridades, e subcelebridades, esforçam-se para expor e monetizar o que ainda restou do glamour no pós-pandemia. A beleza corporal seria a prova dos nove? Um certificado de saúde inabalável? A carteirinha de vacinação? E o que dizer de jovens olímpicos, e esportistas que tombaram na batalha contra a Covid-19? Corpo: não existe existência sem ele. Desvaloriza-se a existência corporal monetizada no pós-pandemia? Seria uma pós existência viral? Grande roleta do jogo da civilização para a segunda década do milênio!
Everybody is the same:
a bit of rock and roll
an Irish heart
to make your own gifts to grow
then get entrenched in the mystery
that connect us all
To harvest something for you and others
share part of it and pray to those without it
A common blanket of hope
covers us like a fine fabric
made of love
Computer brains
They are not in sync (yet)
No network available (til now)
If imagination as one may say
it is more important than thinking
brains got more information than inspiration
Daydreaming in a labyrinthic of digital traps
Computer brains follow sad algorithms
unplugged from better lives
At least, a bit of energy each day
to recharge batteries
of kindness
Tudo é mar
no universo português
A próxima onda
a inesperada tempestade
a nova costa
marcam o tempo
As favas com os relógios
urbanismos e cartórios
Ao mar, patrícios!
Sussurra aos ouvidos
o coração renascentista de Camões
O novo mundo é uma atitude
não um continente
Canto I
Descer as escadas do poço ancestral
do medo ao encontro do universal
Um pouco d'água para aguentar na luta
Celebrar a união nossa
animará os passos ao futuro
daquilo que podia ser compartilhado ainda a disputa
germinada pelo tanatus da crise plantada
onde o sol nublado é mormaço e mais nada
Canto II
Que a inimizade não afaste a azul verdade
O poço é nosso ainda que a jornada solitária seja
Que o castelo soçobre mas que o poço jorre
A água da minha força é também vossa
Separadas as águas abrasasse o sol
mas da reunião nossa e amiga novas nuvens serão formadas
O que se pede é pouco para que cada um ao seu destino chegue
delta onde nossas conquistas encontram as derrotas
Canto III
Que o primeiro passo da jornada seja um gole azul da água
Nela a nossa união eterna e consagrada
Mesmo distante pelos sete mares
entorpecido pelo vinho da ambição
busquei no fundo do meu poço a água que é vossa
Ir ao fundo das coisas necessário seja
para entender os kairus e os cosmos
pois se separados estamos seja a água a grande aliança
Canto IV
Eterno e profundo é o poço e sua verdade
Da pouca água do meu corpo possa ser encontrada a vossa
Não nuble a consciência o sol do desejo intenso
da separação de amigos e convivas
não impeça meu barco de recolher naufragas alegrias
Que a luta ainda quase finda e falta pouco para desaguar na vitória
Em nossas águas recordemos o oceano ancestral dos encontros
Não nos permita o medo de evitar tempestades
Canto V
Se bom navegador sou
levarei a caravela nossa a mares desconhecidos
Celebraremos nossa união e força
em taças da mais puro água
para animar a luta e suas reviravoltas
De cada conflito surje uma nova nascente
que cura e limpa as feridas
de ambições solitárias e desmedidas
Canto VI
Que essa ilha de desejos e seus rochedos não nos ponha receio:
enfrentar desafios é da nossa história e gênese
Celebrada em mares calmos de alvas praias
ainda que a cada um seja dado a própria água
o sol abrasador da cobiça seca os versos
O futuro convida a descer por rios novos e vertentes
para além das inevitáveis separações
que as corredeiras sacudam as falsas verdades
Canto VII
Que eu não tenha receio como Camões de ir á África e a Ásia
na busca daquela verdade última para finalizar a jornada
Que a ansiedade da vitória não impeça a esperança nova
Ao chegar já recebo novo convite pois a água não para
Que a separação de hoje seja riacho do amanhã
Celebremos nossas águas no caudaloso rio da história
A utopia minha é vossa e vossa água é nossa
Somos marés de mudança, somos ondas
A faixa de dunas e mar de norte a sul definem quase nada na cidade autônoma de Natal Tudo contém areia dissolvida no café ou na gasolina Ex...