Vilipendiada criatura: corpo. Não há existência sem ele, nem sonho, nem imaginação muito menos fuga ou avanço. É no corpo e suas histórias que encontramos penduradas as histórias da humanidade. Monetizados os corpos femininos e masculinos (desnudos ou quase) sofreram um baque econômico e existencial na pandemia do coronavirus: o ideal apolíneo vendável pode ser dissolvido por um simples e sinistro vírus, uma criatura acelular, feita de um material genético flutuante. Nessa desvalorização de ativos, celebridades, e subcelebridades, esforçam-se para expor e monetizar o que ainda restou do glamour no pós-pandemia. A beleza corporal seria a prova dos nove? Um certificado de saúde inabalável? A carteirinha de vacinação? E o que dizer de jovens olímpicos, e esportistas que tombaram na batalha contra a Covid-19? Corpo: não existe existência sem ele. Desvaloriza-se a existência corporal monetizada no pós-pandemia? Seria uma pós existência viral? Grande roleta do jogo da civilização para a segunda década do milênio!
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terça-feira, 31 de maio de 2022
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