Aonde está a bordo o azul no mar?
A resposta flutua no arco-iris
A cor violeta
está quase lá
no horizonte do olhar
Aonde está a bordo o azul no mar?
A resposta flutua no arco-iris
A cor violeta
está quase lá
no horizonte do olhar
Ainda descrente
vela a chama tremula
na pequena capela
O combustível do pávio
feito dos parcos desejos
entendimentos imperfeitos
O coração apequenado
está ali para agradecer
Está ali a pedir de novo
A lua cheia enorme clama
chama pela fé:
ilumina-se de incertezas
Esta tudo ligado!
Tudo em transformação!
Se as ligações não são visíveis
as transformações não tem direção
Se as transformações são inusitadas
as ligações caóticas, polifásicas
Se o que está ligado não se sabe como
se transforma em não se sabe o que
e nem se sabe quando
o mundo precisa urgentemente
de um calendário de incertezas
metafísicas e imanentes
pregado nos muros das catedrais
Quem cultivar suas incertezas
construirá pontes
entre o visível e o invisível
caminhará livre
para sua individuação
mesmo imerso em conexões
através das transformações
I want to change the world
The world want to shift myself
I dream to grasp multitudes
Ahead multitudes alter myself
I want to shine high above
of clouds and planes
My mind is dangerous
it wants to change everything
The world is huge
My feelings are big
If I could for a second
to look at the seed
I would see the enterity
is made of time and dust
Back to my grand dreams
I am brand new one
The new conqueror in town
to highlight my family's name
I wand to signify very much
The multitudes wants me as signal
I thought the spirit of the world
wants a body to encompass
I am the volunteer
to loan my heart and breast
for those who needs a leader
an example of a saint
this looks like the multitude
just like the same
Vai partir...
10, 9, 8. 7...
Uma viajem para dentro de você...
Visitar suas memórias amarrar
lembranças e emoções grandiosas
Guardar dos pesadelos
vividos ou sonhados
as lições para a caminhada
É hora de olhar para trás
não para se despedir dos seus
mas para agradecer a semente
daqueles que te amam
plantada para um novo mundo
que é seu
A vida é leve?
A vida é livre?
Nenhuma voz poderá dizer
o que ela é ou deixa de ser
Corro muito até cansar
Não saio da paisagem
Salto no precipício dos meus dias
Na queda encontrarei o futuro?
Destroços, e cacos de vidro
O ar irrespirável
Ainda o vento na cara
depois do choro
Levantar e seguir
Carregar pedra sobre pedra
Ser chingado até
afinal ninguem paga meia
Ninguém sabe o que o outro carrega
Chuva sobre todas as cabeças
A vida é leve como um coice de cavalo
Após o impacto vem outro e outro
Você acostuma
e vem o crepúsculo
No fim um pouco de beleza
A vida é leve?
Vida bandida me quer até o fim
neste lugar de capitalismo dependente
o escremento do diabo de segunda mão
Brasil, quatro séculos de escravidão
A vida é livre?
O futuro sonhado é uma flor
crescendo nas frestas da calçada
O passado essa inundação
nos invade por todos lados
chega as nossas gargantas
Chove de novo de leve
O beijo inesperado
A volta do filho pródigo
a verdade bate na porta
Acorda-te novamente
A vida não presta mas eu gosto
Resistir aos outros
Tem muito do outro em mim
Tem muito de mim no outros
Hey, my brother Charles!
Mergulho até o fundo
da lagoa azul turquesa
Encontro uma granada de ouro:
a vida é de outro mundo
Queria tudo diferente
sem saber por onde começar
Sem erros e ambiguidades antigas
queria desvendar o novo mundo
que aos meus olhos
soava com consciência
Sem pisar nos cacos cortantes
de filosofias metafísicas distantes
Longe dos métodos teológicos
criei um novo pensamento no corpo
de olhos bem abertos
e coração na mão
para desaprender de mim mesmo
autopoeisis do desconhecido
Tomei impulso
na ladeira sem quebra-molas
passando por cima
de um cartesianismo de outdoor
Transito pela imanência de pontes
diferentes para visitar o real
Desprezo fantasias e trajetórias lineares
Caminho pelas geodésicas de Epicuro
unindo passado e futuro no presente
Prazerosa prudência de entender
o que nem Euclides
em sua colossal inteligência
conseguiu explicar
Buscar correlações
do que se relaciona
com o que quando
conectado ao que parece
Deixar de lado as relações
no passado, presente e futuro
enovelados em sensações
imperfeitas intuições
percepções e ruídos
Digitalizar o viver
correlacionar sem entender
conectar e simplificar
desaprender das coisas a essência
até sobrar ligações
com o que ainda podemos ver
Liberdade na verdade imersa
em miríades de rápidas ilações
Preconcebida com sentido
propagada como insight
modelada a la carte
sem começo nem fim:
instagramável
Percorrer com os olhos
a biblioteca
de datas, e acontecimentos
de imagens e sons
emoções e esquecimentos
Ler o que é novo
usando as mil e uma noites
da consciência embarcada
no corpo e na alma
Tem coisa mais inteligente?
A abertura ao complexo
refinado, transitório
ambíguo e criativo
Tem coisa mais inteligente
que a sabedoria
dos antigos?
Minha mãe me olha
como quem diz:
vai no samba
aquele que eu gosto
mas volta para me contar
as novidades, as peripécias
Esse olhar é um poema
É toda uma composição
evolução e fantasias
Olhar que transvê o mundo:
se cuida, vai no sapatinho
O mundo pode ser grande
do tamanho do meu coração
Na janela, o sorriso
não para dizer adeus:
"Vai lá e faz bonito"
Embeleza o mundo
Se embeleze e ajude
o próximo e a si mesmo
Esse olhar dá samba
É toda uma composição
de tempos passados
antes mesmo da imaginação
Esse desejo de trilhar
novos caminhos
de fazer outras apostas
de arriscar distintas histórias
em seus filhos
Esse samba é bom de ver
Caloroso e amigo
Instigante e lenitivo
As horas boas e felizes
tem muito de dor e labuta
de silênciosa energia
que batuca, que batuca
A alegria é mãe do ritmo
não desalinha e segura
o passo e a formosura
É toda uma composição
harmonia e alegorias
Faz como eu
ame o que é seu
A faixa de dunas e mar de norte a sul definem quase nada na cidade autônoma de Natal Tudo contém areia dissolvida no café ou na gasolina Ex...