o pouco oferece uma liberdade
é o pequeno que encontra o único
nada que ofenda ou subtraia
fazer pouco ser muita poesia
a pequena parte
o basta
o grão para cada qual
Pesquisar este blog
terça-feira, 13 de setembro de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Comprar e não levar
Não recebi solidariedade
Nem igualdade
Um pouco de democracia
votando no candidato da alegria
Não recebi asfalto
embutido no carro
nem amor
no beijo ensaiado
Nem igualdade
Um pouco de democracia
votando no candidato da alegria
Não recebi asfalto
embutido no carro
nem amor
no beijo ensaiado
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Brasília
Aterrisam na terra ácida
asas utópicas e planos abertos
traçam pontos de fuga e arestas
verdades em baixo da saia do concreto armado
perspectivas que recortam o cerrado
Diz que vai alçar voô apesar das amarras
Diz que é a beleza alimenta a alma
Tudo que é sólido desmancha no céu de Brasília
asas utópicas e planos abertos
traçam pontos de fuga e arestas
verdades em baixo da saia do concreto armado
perspectivas que recortam o cerrado
Diz que vai alçar voô apesar das amarras
Diz que é a beleza alimenta a alma
Tudo que é sólido desmancha no céu de Brasília
Tempo Extraordinário

Eu queria tudo
Não tinha nada
Tudo pesava
O nada doía
De nada, dizia
De nada, seguia
Sonhava com tudo
Comprava mudo
o tempo o senhor absoluto
“Time is money”
A vida ofereceu-me a antítese
“Money is time”
Eu queria todas as coisas
para fazer silêncio
Para não ter que ter
o tempo que nada tem
Queria aquilo que tem em tudo
Respirar o tempo deste mundo
Eu queria todas as coisas
para fazer silêncio
Para não ter que ter
o tempo que nada tem
Queria aquilo que tem em tudo
Respirar o tempo deste mundo
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Móveis
Um corpo
cruza a sala
outro lava pratos
esse que passa sorri
o dia passa entre objetos
coisas que observam e esquecem
outras leves quase ausentes
Uma casa de móveis antigos
mobiliam as almas
cruza a sala
outro lava pratos
esse que passa sorri
o dia passa entre objetos
coisas que observam e esquecem
outras leves quase ausentes
Uma casa de móveis antigos
mobiliam as almas
sábado, 9 de abril de 2011
Praia Vermelha
Caco verde de vidro cortante
Pedra polida na areia da praia Vermelha:
Arredondar arestas é da natureza da natureza
Pedra polida na areia da praia Vermelha:
Arredondar arestas é da natureza da natureza
(ad)mirações
Muito concentrado passa o passarinho
Minha alma...
(voando de bicicleta)
lhe faz companhia por um instante:
‘Não posso parar para ser visto, hora do almoço’
‘Não vês que tenho responsabilidades’
‘Não tenho tempo a perder com admirações’
Urgência de passarinho na alma
Minha alma...
(voando de bicicleta)
lhe faz companhia por um instante:
‘Não posso parar para ser visto, hora do almoço’
‘Não vês que tenho responsabilidades’
‘Não tenho tempo a perder com admirações’
Urgência de passarinho na alma
this second is mine
this second is mine
there is an infinite in it
this second is mine
a next one is far away to find
my being dissolved in others, in things
A joy travels my soul instantly
I invite my memories and wounds to fly
this millenium is mine
I invite my ancestors to smile
there is an infinite in it
this second is mine
a next one is far away to find
my being dissolved in others, in things
A joy travels my soul instantly
I invite my memories and wounds to fly
this millenium is mine
I invite my ancestors to smile
De braços abertos
O navio Anatoli atraca no porto
o Airbus de Nova York ou do Japão pousa
junto chega o caminhão de sebo
naquela antiga rua do centro
Mas o que defini a cidade
é o que está fora de controle:
Os trens, os tomates, barcos e jornais, os valões
os escritórios, a mulher do vizinho, a igreja
os biquínis, as rodas de samba, a cocaína, Ipanema
a igreja, as alfaces, a feijoada e Copacabana
as ladeiras, os corpos no lixo, as bancas de frutas
O Cristo Redentor de braços abertos
no Corcovado rogando por nós
cariocas do Rio de Janeiro
o Airbus de Nova York ou do Japão pousa
junto chega o caminhão de sebo
naquela antiga rua do centro
Mas o que defini a cidade
é o que está fora de controle:
Os trens, os tomates, barcos e jornais, os valões
os escritórios, a mulher do vizinho, a igreja
os biquínis, as rodas de samba, a cocaína, Ipanema
a igreja, as alfaces, a feijoada e Copacabana
as ladeiras, os corpos no lixo, as bancas de frutas
O Cristo Redentor de braços abertos
no Corcovado rogando por nós
cariocas do Rio de Janeiro
paciência infinita
Fazem edifícios, elevados e pontes
Criam-se tuneis e automóveis
O cara de cão e o da Urca se divertem
com paciência infinita esperam a próxima novidade
São tolos os humanos?
De maneira nenhuma
só não sabem que os morros do Rio estão vivos
Criam-se tuneis e automóveis
O cara de cão e o da Urca se divertem
com paciência infinita esperam a próxima novidade
São tolos os humanos?
De maneira nenhuma
só não sabem que os morros do Rio estão vivos
Assinar:
Postagens (Atom)
Potiguar
A faixa de dunas e mar de norte a sul definem quase nada na cidade autônoma de Natal Tudo contém areia dissolvida no café ou na gasolina Ex...
-
Foi um susto... O chão se abre ou foi o céu? Aos 104 anos de idade Edgar vai olhar de cima aquilo que observava por dentro A complexidade q...
-
Brazilians air intentions freely may they be part of someone else decisions Americans don’t air intentions They are cristal-clear wh...
-
Não mexa com quem é pequeno meu pai sempre diz ah! que tristeza que me dava da Grécia sua nostalgia dos tempos áureos do Olímpo o pequeno Ur...