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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Homo urbanus

O esqueleto jazia no carro do trem
anguloso, esquálido erígido 
sustentando seu Homo sapiens

O esqueleto não se parece
com a caverna fumegante de quatro rodas
É condor metálico de duas e uma vontade
de pedalar fantasias e  estórias

Centauro das reentrâncias do mundo urbano
escorre pelas vielas e becos
o novo Homo urbanus 
movido por sonhos ciclicos e direitos á cidade

Fotografei a Terra Girando (para Márcio D'olne Campos)

  A terra girava de dia e de noite Tudo nela girava junto Ventava a brisa marinha Aluava-se o céu suleando os sonhos No crepúsculo, somos ún...