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quarta-feira, 18 de junho de 2025

A Bailarina (para Andrea)

Para a pequena bailarina

o palco é o reino dos sonhos

desejos sem nódoa

onde bailarina aprende 


sem pausa

incorpora o tempo nos músculos

na harmonia com a música e os ruídos

Ocupa o espaço entre o real e o imaginário 


aterrisa no presente 

salta sobre o espaço

Alistada para as batalhas

seu ser ainda mais treinado


não é objeto que se queira

não é coisa que se venda

É barco da consciência

É teatro do mundo


Ela desencontra do bem e do mal

do romantismo que reduz

ao realismo fantástico que ilumina

personagens e fantasias


que transmutam a tristeza 

em espetáculo

para que todos aprendam 

a ser livres


mesmo que doa

se há beleza há jeito

A bailarina caminha 

em alegre paço


em direção a si mesma

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