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sábado, 14 de junho de 2025

Tempo

O passado insiste em estar presente

O futuro insiste em estar presente

O presente insistemente diz:

"Fiado só amanhã"


O próximo momento não chega nunca

esse aconteceu ainda agora

não vai embora

Esse trem chamado presente 


não tem passageiros

só vultos e sombras

fantasmas de um tempo assombrado

O poeta é o passageiro dessa agonia 


Se vive insistentemente

essa eternidade sem fronteiras

precisa inventar um tempo com

estrelas, astros, elipticas órbitas


para dizer que aqui começou

ali aquilo finalmente findou

e tudo fazia sentido:

"Fiado só amanhã"


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